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Novas regras da poupança devem impulsionar o comércio de habitações

13 de agosto de 2012 por admin

Paulo Fabrini, presidente da Ademi-RJ

Com o objetivo de reaquecer a economia do Brasil e ajudá-la a crescer, o Governo vem anunciando uma série de medidas. Entre elas, uma decisão histórica: as novas regras para a poupança – aplicação que existe desde 1861, a mais antiga do País. Esta mudança atinge o mercado imobiliário e traz reflexos para o setor, como explica o vice-presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do RJ (Ademi), Paulo Fabrianni.

O que muda no mercado imobiliário com as novas regras da poupança?
PAULO FABRIANNI – O que muda é a redução de taxas de juros, continuidade do que o setor vem experimentando nos últimos anos. Isso significa que, no caso de um financiamento imobiliário com prazo de 30 anos, a cada 1% de redução da taxa você tem 15% da diminuição do preço final ou amplia a capacidade do adquirente, com a
mesma renda, em 15% do valor total do imóvel. Espera-se que esta ação traga reflexos positivos para o setor.

Além das regras da poupança, a redução da taxa de financiamento torna o cenário ainda mais otimista?
Estamos gerando mais oportunidade dentro da renda consolidada. Não é necessário esperar o aumento de renda da população para elevar a capacidade de compra em seu primeiro imóvel. Temos também uma demanda para novos imóveis, pois a grande parte da população da nova classe média brasileira (classe C) muitas vezes morava agregada no mesmo lugar. Por exemplo, o filho casava e levava a família para morar junto com os pais e, no mesmo imóvel, tinha de uma a quatro famílias. Com a alteração de renda, junto com o aumento de prazos e a redução de taxas de juros, esta família tem procurado outros quatro ou cinco imóveis.

Para aqueles que querem aplicar, o mercado imobiliário é um investimento tão bom quanto a caderneta de poupança?
Sim, é um bom investimento por ser tão seguro quanto a poupança. Quando você compra um apartamento não pode esquecer que ele é um bem de raiz e o proprietário pode usufruir diretamente como moradia ou como renda. Este tipo de negócio proporciona uma diversificação de investimentos, tanto que muitos investidores já estão procurando imóveis que possam, ao longo do tempo, representar uma taxa de rentabilidade maior e mais competitiva do que as já oferecidas pelos produtos conhecidos. E, como a população brasileira continua crescendo e o mercado continua com uma demanda por imóveis residenciais e de investimentos maior do que a oferta, os preços continuam subindo.

Agora é a hora certa de investir em imóveis?
Ao analisar a valorização dos últimos anos – o próprio índice FipeZAP é uma referência que todo mundo conhece quando fala de variação de preço do mercado imobiliário verifica-se uma mudança acima dos índices de rentabilidade da poupança na última década. Porém, histórico de rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura.
Hoje, considerando que a demanda é maior do que a oferta, a hipótese que tenho é de que o imóvel continue a ser um excelente investimento nos próximos anos e provavelmente com lucro acima da taxa de poupança.

O mercado ganha ou perde com a supervalorização dos imóveis?
Há um grande mito de que o incorporador é o grande beneficiado pelo preço do mercado imobiliário, mas é justamente o contrário. Ele sofre com isso porque procura a recorrência de eventos que levem à manutenção da margem de rentabilidade dessas empresas. O incorporador é remunerado pelo risco da ação imobiliária, ele não tem nada a ver com a compra de terreno. É bem diferente da figura do investidor. Os grandes beneficiários são os proprietários de imóveis que compraram nos últimos anos.

Depois das recentes medidas anunciadas a favor do se tor, quais devem ser os próximos passos?
Nos últimos anos as cidades incharam. Acreditamos que será preciso ter investimento em infraestrura em maior velocidade, principalmente em sistema viário que possa facilitar o escoamento da população da área de região metropolitana e do CENTRO da capital. Este é o primeiro movimento para trazer mais oportunidades de desenvolvimento urbano, para reequilibrar a disposição da população dentro do território. Isso também ajudará a reduzir a pressão de preços e aumentar a produção imobiliária para promover um encontro entre demanda e oferta nos próximos anos. A grande saída é o plano de mobilidade urbana.

Fonte: zap.com.br

Categorias: Mercado e economia, Mercado imobiliário

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